domingo, 4 de abril de 2010

Aula de Psicologia - Psicologia Científica

O berço da Psicologia Moderna foi a Alemanha no fina do século XIX:
Wandt, Weber e Fechner – Universidade de Leipzig.
Edward B Taichner (ingles) e Willian James ( americano).

A Psicologia Científica
 Passa ter status de ciência a medida que se “liberta” da Filosofia e passa a atrair novos estudiosos e pesquisadores, que sob os novos padrões de conhecimento passa a:
 Definir seu objeto de estudo – o comportamento, a vida psíquica e a consciência;
 Delimitar seu campo de estudo, diferenciando-o de outras áreas de conhecimento: Filosofia e Fisiologia;
 Formular métodos de estudo;
 Formular teorias.
 As teorias devem obedecer aos critérios básicos da metodologia científica – buscar a neutralidade do conhecimento científico.
 Os dados devem ser passíveis de comprovação.

O conhecimento deve ser cumulativo e servir de ponto de partida para outros experimentos e pesquisas da área.
Embora ela tenha nascido na Alemanha, é nos Estados Unidos que ela encontra campo para um rápido crescimento, resultado do grande avanço capitalista do país.
Nos Estados Unidos surgem as primeira abordagens ou escolas em Psicologia – dando origem a inúmeras teorias que existem atualmente.

Psicologia Científica e suas abordagens: Essas abordagens são:

 Funcionalismo de William James
(1842-1910);
 Estruturalismo de Edward Titcher
(1867-1927);
 Associacionismo de Edward L. Thorndike
(1874-1949).

O Funcionalismo:
Considerado primeira sistematização genuinamente americana de conhecimento da Psicologia. Uma sociedade que considerava o pragmatismo para seu desenvolvimento econômico, exige dos cientistas americanos o mesmo espírito.
A partir dessa premissa William James procura responder “o que fazem os homens” – para tal ele elege a consciência como o centro de suas preocupações/compreensão de seu funcionamento – homem a usa para adaptar-se ao meio.
O Estruturalismo:
Estuturalismo tem a mesma preocupação que o Funcionalismo – a Consciencia. Diferenciando de W. James, Titchner – seguidor de Wundt, quem usou o termo estruturalismo pela primeira vez, diferenciando do Funcionalismo – o método de observação de Ttchner, assim como Wundt – é o introspeccionalismo.
Os conhecimentos psicológicos são experimentais, produzidos a partir do laboratório.

O Associacionismo:
Principal representante é Edward L. Thorndike - foi formulado a partir de uma primeira teoria de aprendizagem na Psicologia. Sua produção de conhecimento pautava-se por uma visão de utilidade desse conhecimento. Muito mais do que por questões filosóficas que perpassam a Psicologia.
O termo associacionismo origina-se da concepção de que a aprendizagem se dá por um processo de associação das idéias – das mais simples as mais complexas: aprender do mais fácil para o mais complexo (associados).
Thorndike formulou a Lei do Efeito – grande utilidade para a Psicologia Comportamentalista.
 Todo comportamento de um organismo vivo
(um homem, um pombo, um rato, etc) tende a repetir, se nós recompensarmos (efeito) após sua ocorrência. E pela Lei do Efeito, o organismo irá associar essas situações com outras semelhantes. Ex: se apertarmos o botão do rádio, formos premiados com música, em outra oportunidade apertaremos o mesmo botão.

Principais Teorias da Psicologia no Séc. XX:
Psicologia enquanto ramo da Filosofia estudava a alma.
A Psicologia Científica nasce quando Wundt preconiza a Psicologia “sem alma”.
O conhecimento tido como científico passa então a ser aquele produzido em laboratório, com o uso de instrumentos de observação e medição. Se antes a Psicologia estava subordinada a Filosofia, a partir de então(Sec.XIX) passa a ligar-se a especialidades da Medicina, assumira, antes da Psicologia, o método de investigação das ciências naturais como critério rigoroso de construção do conhecimento.
Essa Psicologia científica, que se constituiu de três escolas : Associacionismo, Estruturalismo e Funcionalismo – foi substituída no século XX, por novas teorias.

As três mais importantes tendências teóricas da Psicologia neste século são consideradas por inúmeros autores como sendo: Behaviorismo ou Teoria (S-R) – do inglês: Stimulis-Respond – (Estímulo-Resposta); a Gestalt e a Psicanálise.

Behaviorismo:
O Behaviorismo que nasce com Watson e tem um desenvolvimento grande nos Estados Unidos, em função de suas aplicações práticas tornou-se importante por ter definido o fato psicológico de modo concreto, a partir da noção de comportamento (behavior).

Gestalt:
 A Gestalt, que tem seu berço na Europa, surge como uma negação da fragmentação das ações e processos humanos realizada pelas tendências da psicologia científica do Sec.XIX, postulando a necessidade de se compreender o homem como uma totalidade. A Gestalt é a tendência teórica mais ligada à Filosofia.

Psicanálise:
 A Psicanálise, que nasce com Freud, na Austria, a partir da prática médica, recupera para a Psicologia a importância da afetividade e postula o inconsciente como objeto de estudo, quebrando a tradição da Psicologia como ciência da consciência e da razão.

domingo, 8 de novembro de 2009

HENRI WALLON
A psicogênese da pessoa completa

Psicogênese da pessoa completa
Ao contrário de Piaget, que buscava a gênese da inteligência, Wallon pretendia a gênese da pessoa. Assim, admite o organismo como condição primeira do pensamento, pois afirma que toda função psíquica supõe um componente orgânico e que o objetivo de ação mental vem do ambiente que o sujeito está inserido. Dessa forma, o sujeito é determinado fisiológica e socialmente, ou seja, é resultado tanto das disposições internas quanto das situações exteriores. Wallon, então, propunha a psicogênese da pessoa completa, ou seja, o estudo da pessoa completa integrada ao meio em que está imersa, com os seus aspectos afetivos, cognitivos e motores, também integrados. Afirma ainda que o estudo do desenvolvimento humano deve considerar o sujeito como “geneticamente social”, e realizar os estudos da criança contextualizada, nas relações com o meio. Vamos observar adiante, mais detalhadamente, como se dá o desenvolvimento do indivíduo na explicação de Wallon.

O desenvolvimento do organismo
Wlallon afirma que o desenvolvimento se inicia do organismo do bebê recém-nascido com o meio humano. A partir das reações humanas das pessoas à sua volta, aos seus reflexos e movimentos impulsivos, a criança passa a atuar no ambiente humano, desenvolvendo aquilo que Wallon denomina motricidade expressiva (dimensão afetiva do movimento). A condição e o limite para o desenvolvimento são o desenvolvimento neurológico, a maturação orgânica. Este, porém, está estreitamente ligado às condições do meio, que lhe vão dar as condições necessárias a essa maturação. Dessa forma, é a ação motriz que regula o aparecimento e o desenvolvimento das funções mentais (o movimento espontâneo transforma-se em gesto que, ao ser realizado intencionalmente, se reveste de significado). No esforço mental a musculatura, embora imobilizada, permanece envolvida em atividade tônica que pode ser intensa, ou seja, pensa-se com o corpo em sentido duplo: com o cérebro e com os músculos. Percebemos assim, a importância atribuída à motricidade, na teoria de Wallon, que diz, ainda, que a imitação revela as origens do ato mental, e que o gesto precede a palavra, sendo também uma característica cultural.
A função simbólica inibe o movimento, ou seja, a partir do momento em que o sujeito assimila os signos sociais (fala, escrita, etc) a comunicação motora passa a ser substituída por outros meios, decorrendo daí a disciplina mental, ou seja, o controle do sujeito sobre suas próprias ações. Desenvolver-se é ser capaz de responder com reações cada vez mais específicas a situações cada vez mais variadas. No seu desenvolvimento, o sujeito caminha do sincretismo (sentimento e idéias vividos de uma maneira global, confusa, sem clareza da situação) em direção à diferenciação (aos poucos se tornam mais claros e adequados às necessidades que a situação apresenta). A aquisição da linguagem muda radicalmente à forma de relação da criança com o meio. A linguagem é indispensável ao processo do pensamento; sua relação é recíproca: a linguagem exprime o pensamento ao mesmo tempo em que atua como estruturadora do mesmo.
Para Wallon, o desenvolvimento não é linear e contínuo, mas, sim, a integração de novas funções às anteriores. Estabeleceu três leis que regulam o processo de desenvolvimento:
1. Lei da alternância funcional: duas direções opostas alternam-se ao longo do desenvolvimento: centrípeda (construção do eu) e centrífuga (elaboração da realidade externa). Essas duas direções alternam-se constituindo o ciclo da atividade funcional.
2. Lei da sucessão da preponderância funcional: as três dimensões (afetiva, cognitiva e motora) preponderam alternadamente ao longo do desenvolvimento do indivíduo. A dimensão motora predomina nos primeiros meses de vida, e as dimensões afetivas (na formação do eu) e cognitiva (no conhecimento do mundo exterior) alternam-se ao longo do desenvolvimento.
3. Lei da diferenciação e integração funcional: as novas possibilidades integram-se às conquistas dos estágios anteriores.

Wallon dá grande importância ao meio na constituição da pessoa. Assim, a pessoa deve ser vista integrada a meio do qual é parte constitutiva, e no qual, ao mesmo tempo, se constitui; como podemos observar em GALVÃO (2000) mostrando que Wallon argumenta que as trocas relacionais da criança como os outros são fundamentais para o desenvolvimento da pessoa. Para ele, o meio social e a cultura constituem as condições, as possibilidades e os limites do desenvolvimento do organismo. Por isso, estuda a criança contextualizada, e afirma que o ritmo das etapas do desenvolvimento é descontínuo, ou seja, o desenvolvimento é dialético. Estabeleceu-se os seguintes estágios de desenvolvimento do indivíduo.
• Impulsivo-emocional: 1º ano de vida. A afetividade orienta as primeiras reações do bebê às pessoas, as quais intermediam sua relação com o mundo físico. Os atos da criança têm o objetivo de chamar a atenção do adulto para que ele satisfaça as suas necessidades e garanta a sua sobrevivência. Aos poucos, passa a demonstrar, também, necessidade de manifestações afetivas.
• Sensório-motor e projetivo: vai até aos 03 anos. A aquisição dos movimentos da marcha e da prensão dá autonomia na manipulação dos objetos e na exploração dos espaços. Ocorre o desenvolvimento da função simbólica e da linguagem. A criança aprende a conhecer os outros como pessoas em oposição à sua própria existência.
• Personalismo: dos 03 aos 06 anos. Construção da consciência de si, mediante as interações sociais. Percepção dos diferentes papéis e das relações dentro do universo familiar e também dentro de um novo grupo (escola maternal). Diferenciando-se do outro e toma consciência de sua autonomia em relação aos demais.
• Categorial: dos 07 aos 12 anos. Processos intelectuais dirigem o interesse da criança para as coisas, para o conhecimento e conquista do mundo exterior. Desenvolvimento cognitivo aguçado e sociabilidade ampliada. Capacidade de participação em vários grupos com graus e classificações diferentes, segundo as atividades de que participa.
• Predominância funcional (adolescência): fase marcada pelas transformações fisiológicas e psíquicas, com preponderância afetiva. Há nova definição dos contornos da personalidade, que ficam desestruturadas com as transformações ocorridas. Wallon afirma que, neste período, torna-se bastante visível o condicionamento da pessoa pelo meio social: enquanto os adolescentes da classe média exteriorizam seus sentimentos e questionam valores e padrões morais, os de classes operárias vivem essa fase de outra maneira, pois têm de contribuir para a subsistência da família.
O processo de socialização dá-se pelo contato com o outro e, também, pelo contato com a produção do outro (texto, pintura, música, etc). Por isso, afirma, a cultura geral aproxima os homens, pois permite a identificação de uns com os outros.

Teoria da emoção
Na teoria de Wallon, a dimensão afetiva ocupa lugar central, tanto do ponto de vista da construção da pessoa, quanto do conhecimento. A sua teoria tem inspiração darwinista: a emoção é vista como um instrumento de sobrevivência, típico da espécie humana; se não fosse pela capacidade de mobilizar poderosamente o ambiente no sentido do atendimento de suas necessidades, o bebê humano pereceria. Wallon afirma que a emoção é a exteriorização da afetividade: é um comportamento social na sua função de adaptação do ser humano ao seu meio. A emoção, antes da linguagem, é o meio utilizado pelo recém-nascido para estabelecer uma relação com o mundo externo. Os movimentos de expressão evoluem de fisiológicos a afetivos, quando a emoção cede terrenos aos sentimentos e, depois, às atividades intelectuais. A emoção precede as condutas cognitivas; é um processo corporal que, quando intenso, prejudica a percepção do exterior. Por tanto, para que possa trabalhar as funções cognitivas é necessário manter-se uma “baixa temperatura emocional”. O desenvolvimento, então, deve conduzir à predominância da razão, ou, na afirmação de Wallon, “a razão é o destino final do homem”.

Legado de Wallon à educação
A teoria de Wallon apresenta muitos subsídios à reflexão pedagógica, não somente por estudar o desenvolvimento da pessoa completa e de basear este estudo numa perspectiva dialética, mas, também, por tratar de temas como emoção, movimento, formação da personalidade linguagem, pensamento, entre outros. Além de sua teoria psicogenética, que traz inúmeras implicações educacionais, Wallon desenvolveu idéias acerca da educação em artigos especialmente destinados a temas pedagógicos, e na proposta de reforma do sistema de ensino francês do pós-guerra, no Projeto Langevin-Wallon, das quais podemos destacar:
• a necessidade de compreender-se as complexas relações de determinação recíproca entre o indivíduo e a sociedade;
• a percepção da relação entre o regime político de determinada sociedade e o sistema educacional nela vigente;
• a necessidade de considerar-se todas as dimensões que constituem o homem completo, para efetivar uma educação humanista;
• a afirmação de que a aptidão se manifesta, se encontrar ocasião favorável e objetos que lhe respondam;
• a necessidade de uma educação da pessoa completa;
• a necessidade do acesso à cultura, visando o cultivo de aptidões;
• a busca da dimensão estética da realidade e da expressividade do sujeito;
• a busca de oportunidades iguais a todos e o respeito à singularidade;
• a necessidade de oferecer-se oportunidades de aquisições e expressões (integração entre a arte e a ciência);
• a necessidade de uma nova organização do ambiente escolar, que deve ser planejado para que possa oportunizar interações sociais;
• a demonstração de que nas interações ocorrem crises e conflitos; é importante conhecer os motivos destas manifestações para controlá-las e entendê-las;
• a afirmação de que o ato motor tem múltiplas dimensões; o movimento mantém uma estrita relação com a atividade mental. Como a escola apresenta a “ditadura postural”, muitos conflitos podem ocorrer devido às exigências da escola.

“A formação psicológica dos professores não pode ficar limitada aos livros. Deve ter referência perpétua nas experiências pedagógicas que eles próprios podem pessoalmente realizar”.
(Wallon).
Aglael Luz Borges:

Os princípios defendidos por Aglael L. Borges em seu paradigma:
ATIVIDADE – CRIATIVIDADE – AUTORIDADE – (no sentido de autoria) E LIBERDADE;
pode ser , em cada um de nós, reativados, desde que, enquanto ENSINANTES E APRENDENTES, possam desejar que os diferentes SABERES de todos estejam validados e respeitados.
Desta forma, penso e sinto que nossa maior possibilidade é a de aprendermos com as diferenças.
Não será esta a grande oportunidade de termos um século XXI melhor, mais humano e solidário?
Aglael Luz Borges
Mestre em Educação pela UFRJ, Filósofa, Psicóloga, Psicopedagoga formada por Jorge Visca e Alícia Fernàndez, diretora - presidente do Espaço Seja, Conferencista, Palestrante, nas áreas de Educação e Saúde, Coordenadora do Curso de Pós graduação em Psicopedagogia
no RJ na Faculdade São Judas Tadeu.

Vínculo

VÍNCULO

O professor na verdade é um Construtor de Vínculos, que desejamos que sejam positivos, porém nem sempre encontramos professores assim. Confiar em alguém é algo extremamente profundo, sério e na minha opinião muito bonito.

Estabelecer um vínculo de confiança na relação Ensinante x Aprendente é contar com a certeza de um VIR A SER melhor e mais fecundo, de ambas as partes, onde juntos: (professor e aluno) se formam humanos.

Um vínculo de confiança opera maravilhas, desperta o desejo de aprender, mantém a chama do conhecer para saber e favorece a multiplicação de pessoas de bem na humanidade.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Aula de Psicologia

TEORIAS DA APRENDIZAGEM

TEORIA DE ENSINO ( JEROME BRUNER)

a- ESTRUTURA

b- MÉTODO DA DESCOBERTA

c- ENSINO

d- PROFESSOR

e- MOTIVAÇÃO

Esse processo pode ser desencadeado por alguns fatores:
- O ambiente
- Energia interna do aluno;
- Objeto desejável (conhecimento)

Captar as relações entre os fatos

 O ensino para Bruner, envolve a organização da matéria de maneira eficiente e significativa para o aprendiz. Assim o professor deve preocupar-se não só com a extensão da matéria, mas principalmente, com sua estrutura;

 Estrutura da matéria é proposta por Bruner da seguinte forma:

- Sempre a partir dos conceitos mais gerais e essenciais da matéria e, a partir daí fazer com que eles se desenvolvam como um aspiral:
- Sempre dos mais gerais para os particulares, aumentando gradativamente a complexidade das informações;

 Estrutura da matéria é proposta por Bruner da seguinte forma:

- Sempre a partir dos conceitos mais gerais e essenciais da matéria e, a partir daí fazer com que eles se desenvolvam como um aspiral:
- Sempre dos mais gerais para os particulares, aumentando gradativamente a complexidade das informações.

Ensino para Bruner:

 O ensino para Bruner deve estar voltado para a compreensão: compreensão das relações entre os fatos e entre as idéias.

“qualquer assunto pode ser ensinado com eficiência, de forma intelectualmente honesta, a qualquer criança, em qualquer estágio do desenvolvimento.”

Bruner e Piaget

Bruner propõe que o professor se utilize da teoria de Piaget, onde as possibilidades e limites da criança em cada fase do desenvolvimento estão claramente definidos.
Para isso é preciso que o professor conheça a realidade de vida de seu aluno – suas experiências de vida.

A MOTIVAÇÃO NA APRENDIZAGEM

- Partir sempre das necessidades do aluno;

- Despertar no aluno novos interesses.

CENTRO DE INTERESSE. Como criá-lo ?

a) Criando ambientes favoráveis à descoberta;

b) Desenvolver no aluno atitudes de investigação;

c) Usar linguagens acessíveis aos alunos;

d) Respeitar o nível de complexidade de compreensão dos alunos;

e) Trabalhar de forma que a aprendizagem tenha significado e utilidade ao aluno.

Motivação:
Atribuímos à motivação o sucesso ou o fracasso dos professores ao tentar ensinar algo novo aos alunos.

Considerando três tipos de variáveis:

- O ambiente;

- As forças internas ao indivído (necessidade, desejo,interesse,instinto);

- O objeto (atrai o indivíduo por ser fonte de satisfação da força interna que o mobiliza).

Para que ocorra a Motivação

A gíria possui um termo bastante apropriado para a significação de motivação:

# Estar a fim! #

A motivação está presente como processo em todas as esferas de nossa vida – no trabalho, no lazer, na escola.

A Motivação está presente em todas as esferas de nossa vida:

Ambiente – Organismo – Interesse ou Necessidade – Objeto de Satisfação.


Está Montada a Cadeia da Motivação!


TEORIAS ATUAIS
VYGOTSKY

ZONA DE DESENVOLVIMENTO PROXIMAL
a) DESENVOLVIMENTO REAL

b) DESENVOLVIMENTO POTENCIAL

- TEORIA SÓCIO-INTERACIONISTA

VYGOTSKY
Para Vygotsky o desenvolvimento é um processo que se dá de fora para dentro.
É no processo de ensino aprendizagem que ocorre a apropriação da cultura e o consequênte desenvolvimento do indivíduo.
(importância do outro na aprendizagem da criança – mediador entre ela e a cultura)

Zona de Desenvolvimento Real
Vygotsky denomina ser a capacidade, que a criança tem de demonstrar que pode cumprir a tarefa sem nenhum tipo de ajuda, ou seja, ela realiza as tarefas de forma independente:
Nível de Desenvolvimento Real – refere-se a etapas já alcançadas, já conquistadas pela criança.

Zona de Desenvolvimento Potencial:
Vygotsky chama a atenção para o fato de que para compreender adequadamente o desenvolvimento devemos considerar não apenas o nível de desenvolvimento real da criança, mas também seu nível de Desenvolvimento Potencial – Isto é sua capacidade de desempenhar tarefas com ajuda do adulto ou de companheiros mais capazes – não consegue fazer sozinha e sim com alguém dando instruções.

Zona de Desenvolvimento Real e Potencial:
É à distância entre o nível de Desenvolvimento Real (etapas já alcançadas), que se costuma se determinar através da solução independente de problemas pela criança, e o nível de Desenvolvimento Potencial(capacidade de desempenhar tarefas com ajuda do adulto) – é determinado pela solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros.

Zona de Desenvolvimento Proximal
É o caminho que o indivíduo vai percorrer para desenvolver funções que estão em processo de amadurecimento e que se tornarão funções consolidadas, estabelecidas no nível de desenvolvimento real.

A Zona de Desenvolvimento Proximal é, pois, um caminho psicológico em constante transformação: aquilo que a criança é capaz de fazer com a ajuda de alguém hoje, ela conseguirá fazer sozinha amanhã.

A Zona de Desenvolvimento Proximal define aquelas funções que ainda não amadureceram mas que estão em processo de maturação!




TEORIAS ATUAIS
JEAN PIAGET
- Criador da essência do construtivismo

- Para ele, a aprendizagem está diretamente relacionada ao equilíbrio e desequilíbrio interno do aprendiz;

- O homem é guiado pela busca do equilíbrio entre suas necessidades biológicas e fatores externos que o afetem;

- A aprendizagem passa por três níveis:
Adaptação
Assimilação
Acomodação

- Defende que a inteligência é desenvolvida em estágios que possuem características próprias. Em cada estágio de desenvolvimento que o homem se encontra ele aprende de forma diferente (EPISTEMOLOGIA GENÉTICA)

1- PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR - 0 A 2 anos,

2- PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO - dos 2 aos 6 anos de idade;

3- PERÍODO DAS OPERAÇÕES CONCRETAS- 7 aos 11/12 anos;

4- PERÍODO DAS OPERAÇÕES LÓGICAS- dos 12/13 anos.

Piaget trabalhava com o processo equilibração/ desequilibração no nível do aluno

Equilibração: Processo endógeno e dialético

Maturação: Equilibração da própria idade

Experiência: Interação sujeito-objeto

Mudanças: Esquemas e estruturas mentais mudam. O desequilíbrio causado na assimilação torna-se equilíbrio, e está pronto para um novo desequilíbrio. É eterno, dialético.

Piaget não separava o cognitivo do afetivo:
Desequilíbrio pode ser causado por carência, curiosidade, dúvida, etc.
Trabalhava com o desenvolvimento humano, em etapas, períodos ou estágios.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A Arte de Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância

De acordo com o decreto Nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o artigo 80 da LDB ( lei de nº 9394/96) diz que:

“Educação a distancia é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação.
Parágrafo único – os cursos ministrados sob a forma de educação a distância serão organizados em regime especial, com flexibilidade de requisitos para admissão, horário e duração, sem prejuízo, quando for o caso, dos objetivos e dos diretrizes curriculares fixados nacionalmente.”

sábado, 13 de junho de 2009

Da Saliva aos Computadores

...“ A escola organiza-se como uma agência centrada no professor, o qual transmite, segundo uma gradação lógica, o acervo cultural aos alunos. A estes cabe assimilar os conhecimentos que lhes são transmitidos.
Ao entusiasmo dos primeiros tempos pelo tipo de escola acima descrita de forma simplificada, sucedeu progressivamente uma crescente decepção. A referida escola, além de não conseguir realizar seu desiderato de universalização (nem todos nela ingressam e mesmo os que ingressavam nem sempre eram bem sucedidos)... e a essa escola que passa a ser chamada de Escola Tradicional”. ( Dermeval Saviani – Escola e Democracia, ps.6 e 7).

Destaco esses textos de Saviane, para mostrar que apesar de estarmos no século XXI, o que foi citado acima se referia a fatos ocorridos a partir do final do século XIX. Fatos que levaram ao surgimento de outras teorias da educação, cuja crença era o surgimento de uma escola que teria como função precípua à equalização social. O que aconteceu com esta escola que passou mais de um século e continuamos a criticá-la, a condená-la?
.Ainda continua acontecendo em muitas escolas que o principal instrumento da educação é “a saliva, o giz e o quadro negro”, apesar de já conhecermos a mais de 50 anos os imensos meios audiovisuais.
Quanto aos computadores! Em muitas ainda nem chegou. O que dizer da Internet? Quando será que entraremos no novo milénio em relação a educação??? Maria Luiza de Aguiar Mattos