TEORIAS DA APRENDIZAGEM
TEORIA DE ENSINO ( JEROME BRUNER)
a- ESTRUTURA
b- MÉTODO DA DESCOBERTA
c- ENSINO
d- PROFESSOR
e- MOTIVAÇÃO
Esse processo pode ser desencadeado por alguns fatores:
- O ambiente
- Energia interna do aluno;
- Objeto desejável (conhecimento)
Captar as relações entre os fatos
O ensino para Bruner, envolve a organização da matéria de maneira eficiente e significativa para o aprendiz. Assim o professor deve preocupar-se não só com a extensão da matéria, mas principalmente, com sua estrutura;
Estrutura da matéria é proposta por Bruner da seguinte forma:
- Sempre a partir dos conceitos mais gerais e essenciais da matéria e, a partir daí fazer com que eles se desenvolvam como um aspiral:
- Sempre dos mais gerais para os particulares, aumentando gradativamente a complexidade das informações;
Estrutura da matéria é proposta por Bruner da seguinte forma:
- Sempre a partir dos conceitos mais gerais e essenciais da matéria e, a partir daí fazer com que eles se desenvolvam como um aspiral:
- Sempre dos mais gerais para os particulares, aumentando gradativamente a complexidade das informações.
Ensino para Bruner:
O ensino para Bruner deve estar voltado para a compreensão: compreensão das relações entre os fatos e entre as idéias.
“qualquer assunto pode ser ensinado com eficiência, de forma intelectualmente honesta, a qualquer criança, em qualquer estágio do desenvolvimento.”
Bruner e Piaget
Bruner propõe que o professor se utilize da teoria de Piaget, onde as possibilidades e limites da criança em cada fase do desenvolvimento estão claramente definidos.
Para isso é preciso que o professor conheça a realidade de vida de seu aluno – suas experiências de vida.
A MOTIVAÇÃO NA APRENDIZAGEM
- Partir sempre das necessidades do aluno;
- Despertar no aluno novos interesses.
CENTRO DE INTERESSE. Como criá-lo ?
a) Criando ambientes favoráveis à descoberta;
b) Desenvolver no aluno atitudes de investigação;
c) Usar linguagens acessíveis aos alunos;
d) Respeitar o nível de complexidade de compreensão dos alunos;
e) Trabalhar de forma que a aprendizagem tenha significado e utilidade ao aluno.
Motivação:
Atribuímos à motivação o sucesso ou o fracasso dos professores ao tentar ensinar algo novo aos alunos.
Considerando três tipos de variáveis:
- O ambiente;
- As forças internas ao indivído (necessidade, desejo,interesse,instinto);
- O objeto (atrai o indivíduo por ser fonte de satisfação da força interna que o mobiliza).
Para que ocorra a Motivação
A gíria possui um termo bastante apropriado para a significação de motivação:
# Estar a fim! #
A motivação está presente como processo em todas as esferas de nossa vida – no trabalho, no lazer, na escola.
A Motivação está presente em todas as esferas de nossa vida:
Ambiente – Organismo – Interesse ou Necessidade – Objeto de Satisfação.
Está Montada a Cadeia da Motivação!
TEORIAS ATUAIS
VYGOTSKY
ZONA DE DESENVOLVIMENTO PROXIMAL
a) DESENVOLVIMENTO REAL
b) DESENVOLVIMENTO POTENCIAL
- TEORIA SÓCIO-INTERACIONISTA
VYGOTSKY
Para Vygotsky o desenvolvimento é um processo que se dá de fora para dentro.
É no processo de ensino aprendizagem que ocorre a apropriação da cultura e o consequênte desenvolvimento do indivíduo.
(importância do outro na aprendizagem da criança – mediador entre ela e a cultura)
Zona de Desenvolvimento Real
Vygotsky denomina ser a capacidade, que a criança tem de demonstrar que pode cumprir a tarefa sem nenhum tipo de ajuda, ou seja, ela realiza as tarefas de forma independente:
Nível de Desenvolvimento Real – refere-se a etapas já alcançadas, já conquistadas pela criança.
Zona de Desenvolvimento Potencial:
Vygotsky chama a atenção para o fato de que para compreender adequadamente o desenvolvimento devemos considerar não apenas o nível de desenvolvimento real da criança, mas também seu nível de Desenvolvimento Potencial – Isto é sua capacidade de desempenhar tarefas com ajuda do adulto ou de companheiros mais capazes – não consegue fazer sozinha e sim com alguém dando instruções.
Zona de Desenvolvimento Real e Potencial:
É à distância entre o nível de Desenvolvimento Real (etapas já alcançadas), que se costuma se determinar através da solução independente de problemas pela criança, e o nível de Desenvolvimento Potencial(capacidade de desempenhar tarefas com ajuda do adulto) – é determinado pela solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros.
Zona de Desenvolvimento Proximal
É o caminho que o indivíduo vai percorrer para desenvolver funções que estão em processo de amadurecimento e que se tornarão funções consolidadas, estabelecidas no nível de desenvolvimento real.
A Zona de Desenvolvimento Proximal é, pois, um caminho psicológico em constante transformação: aquilo que a criança é capaz de fazer com a ajuda de alguém hoje, ela conseguirá fazer sozinha amanhã.
A Zona de Desenvolvimento Proximal define aquelas funções que ainda não amadureceram mas que estão em processo de maturação!
TEORIAS ATUAIS
JEAN PIAGET
- Criador da essência do construtivismo
- Para ele, a aprendizagem está diretamente relacionada ao equilíbrio e desequilíbrio interno do aprendiz;
- O homem é guiado pela busca do equilíbrio entre suas necessidades biológicas e fatores externos que o afetem;
- A aprendizagem passa por três níveis:
Adaptação
Assimilação
Acomodação
- Defende que a inteligência é desenvolvida em estágios que possuem características próprias. Em cada estágio de desenvolvimento que o homem se encontra ele aprende de forma diferente (EPISTEMOLOGIA GENÉTICA)
1- PERÍODO SENSÓRIO-MOTOR - 0 A 2 anos,
2- PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO - dos 2 aos 6 anos de idade;
3- PERÍODO DAS OPERAÇÕES CONCRETAS- 7 aos 11/12 anos;
4- PERÍODO DAS OPERAÇÕES LÓGICAS- dos 12/13 anos.
Piaget trabalhava com o processo equilibração/ desequilibração no nível do aluno
Equilibração: Processo endógeno e dialético
Maturação: Equilibração da própria idade
Experiência: Interação sujeito-objeto
Mudanças: Esquemas e estruturas mentais mudam. O desequilíbrio causado na assimilação torna-se equilíbrio, e está pronto para um novo desequilíbrio. É eterno, dialético.
Piaget não separava o cognitivo do afetivo:
Desequilíbrio pode ser causado por carência, curiosidade, dúvida, etc.
Trabalhava com o desenvolvimento humano, em etapas, períodos ou estágios.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
A Arte de Sedução Pedagógica na Tutoria em Educação a Distância
De acordo com o decreto Nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o artigo 80 da LDB ( lei de nº 9394/96) diz que:
“Educação a distancia é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação.
Parágrafo único – os cursos ministrados sob a forma de educação a distância serão organizados em regime especial, com flexibilidade de requisitos para admissão, horário e duração, sem prejuízo, quando for o caso, dos objetivos e dos diretrizes curriculares fixados nacionalmente.”
“Educação a distancia é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação.
Parágrafo único – os cursos ministrados sob a forma de educação a distância serão organizados em regime especial, com flexibilidade de requisitos para admissão, horário e duração, sem prejuízo, quando for o caso, dos objetivos e dos diretrizes curriculares fixados nacionalmente.”
01 - Educação À Distância
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sábado, 13 de junho de 2009
Da Saliva aos Computadores
...“ A escola organiza-se como uma agência centrada no professor, o qual transmite, segundo uma gradação lógica, o acervo cultural aos alunos. A estes cabe assimilar os conhecimentos que lhes são transmitidos.
Ao entusiasmo dos primeiros tempos pelo tipo de escola acima descrita de forma simplificada, sucedeu progressivamente uma crescente decepção. A referida escola, além de não conseguir realizar seu desiderato de universalização (nem todos nela ingressam e mesmo os que ingressavam nem sempre eram bem sucedidos)... e a essa escola que passa a ser chamada de Escola Tradicional”. ( Dermeval Saviani – Escola e Democracia, ps.6 e 7).
Destaco esses textos de Saviane, para mostrar que apesar de estarmos no século XXI, o que foi citado acima se referia a fatos ocorridos a partir do final do século XIX. Fatos que levaram ao surgimento de outras teorias da educação, cuja crença era o surgimento de uma escola que teria como função precípua à equalização social. O que aconteceu com esta escola que passou mais de um século e continuamos a criticá-la, a condená-la?
.Ainda continua acontecendo em muitas escolas que o principal instrumento da educação é “a saliva, o giz e o quadro negro”, apesar de já conhecermos a mais de 50 anos os imensos meios audiovisuais.
Quanto aos computadores! Em muitas ainda nem chegou. O que dizer da Internet? Quando será que entraremos no novo milénio em relação a educação??? Maria Luiza de Aguiar Mattos
...“ A escola organiza-se como uma agência centrada no professor, o qual transmite, segundo uma gradação lógica, o acervo cultural aos alunos. A estes cabe assimilar os conhecimentos que lhes são transmitidos.
Ao entusiasmo dos primeiros tempos pelo tipo de escola acima descrita de forma simplificada, sucedeu progressivamente uma crescente decepção. A referida escola, além de não conseguir realizar seu desiderato de universalização (nem todos nela ingressam e mesmo os que ingressavam nem sempre eram bem sucedidos)... e a essa escola que passa a ser chamada de Escola Tradicional”. ( Dermeval Saviani – Escola e Democracia, ps.6 e 7).
Destaco esses textos de Saviane, para mostrar que apesar de estarmos no século XXI, o que foi citado acima se referia a fatos ocorridos a partir do final do século XIX. Fatos que levaram ao surgimento de outras teorias da educação, cuja crença era o surgimento de uma escola que teria como função precípua à equalização social. O que aconteceu com esta escola que passou mais de um século e continuamos a criticá-la, a condená-la?
.Ainda continua acontecendo em muitas escolas que o principal instrumento da educação é “a saliva, o giz e o quadro negro”, apesar de já conhecermos a mais de 50 anos os imensos meios audiovisuais.
Quanto aos computadores! Em muitas ainda nem chegou. O que dizer da Internet? Quando será que entraremos no novo milénio em relação a educação??? Maria Luiza de Aguiar Mattos
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Artigo: Educação e a Tecnologia (Maria Luiza de Aguiar Mattos)
“São nas múltiplas e tão diversas redes de relação entre conhecimentos e objetos, todos criações humanas e, portanto, com a marca do humano, que formamos nossas redes de significados sobre o mundo, nas quais nos tornamos sujeitos” Nilda Alves.
Em 1958 Herbert Simon, na época considerado um gênio e para alguns autores como Gras e Poirot-Delpech (1989), onde os mesmos o chamam de um “papa da informática”, transcrevem um texto, onde são apontadas “previsões do futuro” ou também como “fantasmas dos tecnólogos”:
“Daqui a dez anos, o campeão do mundo do jogo do xadrez será um computador – a menos que se proíba sua participação; daqui a dez anos, um computador descobrirá e demonstrará um novo teorema matemático importante; daqui a dez anos, a maior parte das teses es psicologia estarão revestida na forma de programas de computador ou comentários qualitativos organizados em programas de computador...” (p.7)
Os estudos do cotidiano nos permitem analisar e compreender as relações dadas entre o sujeito cognocente, aprendente e a tecnologia. Se observarmos uma criança frente ao computador, verificamos a força que esse exerce sobre o mesmo, sentimos em todo o seu corpo a sua participação: física e mental, percebemos que ele não é um consumidor passivo dessa tecnologia, ao contrário ele faz uso criador do mesmo. Assim a atratividade e interatividade são características que remetem a despertar interesse e levam a prender a atenção, movimentos bastante valorizados nas situações de ensino e aprendizagem deixando de contar apenas com a passividade do ser aprendente, como um mero expectador e fazendo com que ele seja o “agente ativo da aprendizagem”, fazendo com que sua interação com o processo de ensino seja mais significativa. Destacando aí a importância da escola não fechar as portas para esses textos que circulam pelo cotidiano atual, evitando com isso a dicotomia entre o mundo social e o mundo escolar.
É função da escola discutir os valores que circulam na sociedade, e não dar as costas para os TIC (tecnologias da informação e da comunicação). Não podemos deixar de assinalar que muitos só terão acesso a essas tecnologias através das instituições de ensino, sendo uma importante estratégia de inserção desse sujeito ao mundo digital.
É preciso redimensionar os padrões pedagógicos em sala de aula, romper com o tradicional: autorizado/consentido, tornando assim mais significativa à prática pedagógica e menos bancária (como diria Paulo Freire). Fica claro que abandonar um hábito milenar baseado no falar/consentir/ditar/copiar, de uma hora para outra não é fácil, portanto é necessário que haja uma articulação entre o conhecimento e a tecnologia, mesmo por que um não inviabiliza o outro, muito pelo contrário às práticas devem se complementar, pois a ressignificação do conhecimento ocorre quando circula o interesse, a participação, ou melhor, o consentimento real do aprendente. Fazendo com que o seu cotidiano escolar esteja carregado de significado próprio. Sabemos que a atratividade e a interatividade despertam interesse e levam ações positivas no processo ensino/aprendizagem.
Referência Bibliográfica:
Leite, Márcia e Filé, Valter, Subjetividade e Tecnologias e Escolas, Rio de Janeiro, editora DP&A, 2002.
Alves, Nilda e Garcia, Leite, Regina, SEPE.
“São nas múltiplas e tão diversas redes de relação entre conhecimentos e objetos, todos criações humanas e, portanto, com a marca do humano, que formamos nossas redes de significados sobre o mundo, nas quais nos tornamos sujeitos” Nilda Alves.
Em 1958 Herbert Simon, na época considerado um gênio e para alguns autores como Gras e Poirot-Delpech (1989), onde os mesmos o chamam de um “papa da informática”, transcrevem um texto, onde são apontadas “previsões do futuro” ou também como “fantasmas dos tecnólogos”:
“Daqui a dez anos, o campeão do mundo do jogo do xadrez será um computador – a menos que se proíba sua participação; daqui a dez anos, um computador descobrirá e demonstrará um novo teorema matemático importante; daqui a dez anos, a maior parte das teses es psicologia estarão revestida na forma de programas de computador ou comentários qualitativos organizados em programas de computador...” (p.7)
Os estudos do cotidiano nos permitem analisar e compreender as relações dadas entre o sujeito cognocente, aprendente e a tecnologia. Se observarmos uma criança frente ao computador, verificamos a força que esse exerce sobre o mesmo, sentimos em todo o seu corpo a sua participação: física e mental, percebemos que ele não é um consumidor passivo dessa tecnologia, ao contrário ele faz uso criador do mesmo. Assim a atratividade e interatividade são características que remetem a despertar interesse e levam a prender a atenção, movimentos bastante valorizados nas situações de ensino e aprendizagem deixando de contar apenas com a passividade do ser aprendente, como um mero expectador e fazendo com que ele seja o “agente ativo da aprendizagem”, fazendo com que sua interação com o processo de ensino seja mais significativa. Destacando aí a importância da escola não fechar as portas para esses textos que circulam pelo cotidiano atual, evitando com isso a dicotomia entre o mundo social e o mundo escolar.
É função da escola discutir os valores que circulam na sociedade, e não dar as costas para os TIC (tecnologias da informação e da comunicação). Não podemos deixar de assinalar que muitos só terão acesso a essas tecnologias através das instituições de ensino, sendo uma importante estratégia de inserção desse sujeito ao mundo digital.
É preciso redimensionar os padrões pedagógicos em sala de aula, romper com o tradicional: autorizado/consentido, tornando assim mais significativa à prática pedagógica e menos bancária (como diria Paulo Freire). Fica claro que abandonar um hábito milenar baseado no falar/consentir/ditar/copiar, de uma hora para outra não é fácil, portanto é necessário que haja uma articulação entre o conhecimento e a tecnologia, mesmo por que um não inviabiliza o outro, muito pelo contrário às práticas devem se complementar, pois a ressignificação do conhecimento ocorre quando circula o interesse, a participação, ou melhor, o consentimento real do aprendente. Fazendo com que o seu cotidiano escolar esteja carregado de significado próprio. Sabemos que a atratividade e a interatividade despertam interesse e levam ações positivas no processo ensino/aprendizagem.
Referência Bibliográfica:
Leite, Márcia e Filé, Valter, Subjetividade e Tecnologias e Escolas, Rio de Janeiro, editora DP&A, 2002.
Alves, Nilda e Garcia, Leite, Regina, SEPE.
sábado, 16 de maio de 2009
uso do computador na educação
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